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Como o crescimento da corrida de rua cria oportunidades para o mercado fitness

A corrida de rua ganhou espaço na rotina dos brasileiros e hoje está relacionada não apenas à prática esportiva, mas também a bem-estar, estilo de vida e socialização. Os números ajudam a dimensionar esse movimento. Em 2025, o Brasil registrou 5.241 corridas de rua oficiais, contra 2.827 em 2024, um crescimento de 85%, segundo levantamento da ABRACEO.
O número de praticantes também avançou. O estudo Por Dentro do Corre II, realizado pela Olympikus em parceria com a BOX1824, aponta cerca de 2 milhões de novos corredores em 2025, fazendo o Brasil chegar à marca de aproximadamente 15 milhões de praticantes.
O perfil desse público também está se transformando. Segundo o estudo, a participação feminina passou de 42% para 50% entre os corredores pesquisados, enquanto a presença dos jovens de 18 a 24 anos cresceu de 12% para 20%.

Esse crescimento amplia também as oportunidades para o mercado de vestuário esportivo. Mais corredores, mais provas e novos perfis de praticantes significam novas demandas por camisetas, regatas, shorts, bermudas, leggings e outras peças desenvolvidas para acompanhar a rotina de quem corre.

Para marcas e confecções, entender esse movimento é uma oportunidade de desenvolver produtos mais alinhados às necessidades de um público que está crescendo, diversificando-se e se tornando mais atento ao que veste durante a prática esportiva.

Por que o crescimento da corrida movimenta o mercado de roupas esportivas?

Quando mais pessoas começam a correr e incorporam o esporte à rotina, a relação com o vestuário esportivo também muda.

Quem corre duas, três ou mais vezes por semana precisa alternar peças entre os treinos e passa a observar características que talvez não fossem tão relevantes no início da prática.

Uma camiseta muito pesada, um short que limita os movimentos, uma legging que apresenta transparência ou uma peça que não oferece o ajuste esperado podem interferir diretamente na experiência durante a corrida.

Com o tempo, o consumo tende a ficar mais específico.

O corredor deixa de procurar apenas uma roupa esportiva e começa a considerar características como leveza, respirabilidade, elasticidade, proteção, toque e modelagem de acordo com o tipo de peça e com sua forma de praticar o esporte.

Para o mercado fitness, isso abre espaço para ampliar o mix, desenvolver novas categorias e pensar em coleções mais direcionadas ao universo da corrida.

Um público maior, mais diverso e mais exigente

O avanço da corrida não acontece dentro de um único perfil de consumidor.

A maior participação feminina, a entrada de corredores mais jovens e a própria expansão da modalidade tornam esse mercado mais diverso. E públicos diferentes podem apresentar necessidades, preferências de modelagem e expectativas distintas em relação às peças.

Esse cenário amplia as possibilidades para marcas que conseguem entender essas diferenças e transformá-las em produto.

Uma coleção voltada para corrida pode trabalhar desde peças mais leves e funcionais até propostas que combinam desempenho e estética, considerando que a roupa esportiva também passou a fazer parte do estilo de vida de muitos consumidores.

Para as confecções, isso significa que acompanhar o crescimento da corrida não é apenas produzir mais peças fitness, mas entender quais produtos fazem sentido para os diferentes momentos, perfis e necessidades desse público.

O avanço da corrida não acontece dentro de um único perfil de consumidor. A maior participação feminina, a entrada de corredores mais jovens e a própria expansão da modalidade tornam esse mercado mais diverso.

O que o público da corrida espera das roupas esportivas?

Cada peça exerce uma função diferente durante a prática esportiva e, por isso, exige atenção específica durante o desenvolvimento. Em camisetas e regatas, características como leveza e respirabilidade podem contribuir para o conforto ao longo do treino.

Nos shorts e bermudas, entram questões relacionadas à mobilidade, elasticidade, modelagem e liberdade de movimento.

Já em leggings e calças mais ajustadas ao corpo, características como elasticidade, sustentação, ajuste e baixa transparência ganham ainda mais importância.

Dependendo da proposta da peça, outros atributos também podem se tornar relevantes, como proteção UV, secagem rápida, toque gelado ou respirabilidade. Não existe, portanto, uma única malha ideal para toda uma coleção de corrida.

A escolha precisa considerar qual peça será produzida, qual experiência ela deve proporcionar e qual é a proposta da marca para aquele produto.

Da camiseta da prova à coleção de running: onde estão as oportunidades para as confecções?

O crescimento da corrida de rua não movimenta apenas o consumo individual de roupas esportivas.

Ao redor da modalidade existe um ecossistema que também demanda vestuário.

As próprias provas de corrida geram oportunidades para camisetas e peças promocionais. Grupos e assessorias esportivas podem demandar uniformização. Marcas fitness podem desenvolver linhas específicas para running, enquanto empresas podem utilizar eventos esportivos em ações internas, campanhas e projetos relacionados à qualidade de vida.

Além disso, à medida que o consumidor incorpora a corrida à rotina, cresce a possibilidade de desenvolver um guarda-roupa mais completo para a atividade.

Uma marca pode começar atendendo esse público com camisetas e regatas e ampliar sua coleção com shorts, bermudas, tops, leggings, calças e outras peças complementares.

Para a indústria de confecção, portanto, o crescimento da corrida pode abrir diferentes frentes de atuação:

- coleções próprias voltadas para running;

- camisetas e regatas para provas;

- uniformes para grupos e assessorias de corrida;

-peças para ações esportivas de empresas;

- linhas fitness com produtos específicos para corredores;

- coleções que combinam funcionalidade esportiva e estilo.

Mais do que acompanhar uma tendência, trata-se de identificar novas necessidades de consumo e transformá-las em oportunidades de produto.

Como escolher artigos para diferentes peças de corrida?

A escolha da malha deve partir da função que aquela peça terá dentro da coleção.

Camisetas e regatas

Em produtos desenvolvidos para acompanhar treinos e provas, características como leveza, respirabilidade e conforto podem ganhar prioridade.

Também é importante considerar a proposta da coleção. Algumas peças podem exigir proteção UV, enquanto outras podem explorar diferentes texturas, toque ou construções da malha.

Shorts e bermudas

A liberdade de movimento é um dos pontos importantes nesse tipo de produto.

Dependendo da modelagem, elasticidade, estrutura e ajuste ao corpo podem fazer diferença no resultado da peça.

Por isso, a escolha do artigo precisa acontecer em conjunto com o desenvolvimento da modelagem e com a proposta de uso do produto.

Leggings e calças

Em peças mais ajustadas, a relação entre elasticidade, sustentação e mobilidade precisa ser considerada com atenção.

A transparência também ganha relevância, principalmente durante movimentos mais amplos. Nesse caso, trabalhar com artigos que proporcionem maior segurança pode contribuir para a experiência de uso e para a percepção de qualidade da peça.

Diferentes artigos para diferentes propostas

O crescimento da corrida abre novas possibilidades para o mercado fitness

Os números da corrida de rua mostram um mercado que está ganhando não apenas novos praticantes, mas também novos perfis de consumidores e novas necessidades de produto.

Para marcas e confecções, acompanhar esse movimento significa entender como o comportamento de quem corre influencia a escolha das roupas e transformar essas demandas em produtos mais adequados à prática esportiva.

Isso pode acontecer por meio de novas categorias, coleções específicas para running, produtos para provas e grupos de corrida ou pela ampliação de linhas fitness já existentes.

Nesse processo, a escolha dos artigos é uma das etapas que ajudam a transformar uma oportunidade de mercado em produto.

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